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Casas Municipais Disponíveis também na Lapa e Arroios para Inquilinos em Risco

Depois das freguesias lisboetas de Santa Maria Maior, Misericórdia, Santo António e São Vicente, agora é a vez dos inquilinos da Estrela e Arroios terem a possibilidade de se candidatar a uma casa municipal, em caso de risco comprovado de perda de habitação. 

O Programa Habitar o Centro Histórico, criado pela Câmara Municipal de Lisboa, tem o intuito de dar resposta à pressão imobiliária que atinge os moradores da zona histórica da capital, desde a entrada em vigor da Lei das Rendas e o crescimento desenfreado do turismo.

Assim, as candidaturas à 2ª Edição do Programa Habitar o Centro Histórico, arrancaram no passado mês de maio, contemplando este ano 50 fogos da Autarquia. Qualquer habitante que morar há mais de dez anos nas referidas freguesias e que esteja em risco comprovado de despejo, está apto a participar no concurso.

Entende-se por situação de risco comprovado, qualquer condição resultante da falta de renovação de contrato ou por uma subida vertiginosa de renda, que se apresenta impossível de comportar face aos rendimentos do agregado familiar. Encontra-se igualmente em situação de risco, quem já tenha sido vítima de despejo ou expulso da sua casa naquelas freguesias, por não renovação de contrato no último ano.

Das 100 casas disponíveis na 1ª Edição do Programa, 66 foram atribuídas e abrangidas apenas nas freguesias de Santo António, Santa Maria Maior, São Vicente e Misericórdia, na zona histórica da cidade. De facto, como a bolsa de fogos disponível não foi utilizada na sua totalidade, foi decidido a abertura de um segundo concurso mais abrangente. Deste modo, uma maior disponibilidade de património nas zonas de Arroios e Estrela, irá permitir a utilização de habitação passível de reabilitação no período de um ano.

Por conseguinte, para esta segunda edição são recuperados os fogos que não foram atribuídos. Assim, as 50 casas municipais agora disponíveis, serão repartidas por um total de 5 freguesias: 15 na Estrela, 12 em Santa Maria Maior, 9 na Misericórdia, 8 em Arroios e 6 em São Vicente.

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Novas Casas de luxo na Avenida da República com Isenção de IMI e IMT

A Lucios Real Estate é a responsável pelo nascimento de um novo projeto, na porta 95 da Avenida da República, em Lisboa. Trata-se de 29 apartamentos de luxo integrados num imóvel classificado, cujos os futuros compradores do luxuoso condomínio irão ficar isentos do pagamento de IMI e IMT. 

República 95 é o nome dado ao novo empreendimento imobiliário do Grupo Lucios, que irá transformar o antigo edifício da principal avenida da capital, num prédio de luxo de seis pisos. Deste projeto irão surgir 29 novos apartamentos de tipologias T0, T1 e T2, projetados com áreas desde 36 até 109 m2.

O principal objetivo da empresa é conservar o traçado e as características originais do edifício, que lhe conferem um perfil único e excecional. Simultaneamente, a imobiliária pretende assegurar no interior, as melhores condições para o bem-estar dos novos moradores, no qual poderão encontrar um espaço de enorme exclusividade numa das melhores zonas de Lisboa.

Inspirados na Arte Nova, a Lucios acrescenta ainda que os espaços foram projetados para se adaptarem às novas necessidades da cidade, combinando a elegância dos vibrantes Anos 20 com tendências mais modernas e futuristas. Deste modo, o uso de novas tecnologias irá garantir funcionalidade e eficiência, bem como oferecer conforto e bem-estar aos novos inquilinos.

De acordo com um recente comunicado da empresa, as habitações já se encontram em fase de comercialização, e devem estar concluídas em 2020. Revela ainda que pelo facto de se tratar de um edifício classificado, os futuros compradores irão beneficiar de uma isenção de IMT e IMI. 

História de um imóvel de raíz burguesa

Este imóvel está integrado num conjunto de edifícios da Avenida da República, típico da nova malha urbana, emergente das duas primeiras décadas do séc. XX, na sequência de uma burguesia que pretendia aliar conforto a uma estética alusiva às construções oitocentistas de linguagem eclética.

Edificado entre 1909 e 1911, este edifício residencial foi obra do construtor Joaquim dos Santos, com base no desenho de um autor desconhecido. A sua fachada harmoniosa, de planta longitudinal e única frente de rua, desenvolve-se em cinco pisos, animados pela abertura de vãos a ritmo regular, rematada ainda por platibanda com medalhão central ornado por vaso de pedra, destruído por altura do sismo de 1962.

Em 1991, o edifício foi sujeito a uma intervenção, com base no projeto do Arq. José Miguel da Fonseca, que manteve a fachada original. No entanto, sofreu reconstrução total no interior para receber escritórios, que agora sob a alçada da Lucios, volta a ser adaptado para acolher habitação. Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, o imóvel encontra-se classificado como Monumento de Interesse Público.

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Investimento Em Ativos Alternativos Cada Vez Mais Rentável À Nível Mundial

As residências para estudantes e para seniores estão a transformar-se em produtos de eleição no mundo inteiro. Portugal começa a seguir a tendência.

Segundo a conclusão de um estudo da Consultora Savills, o investimento em alternativas residenciais tais como, residências universitárias e seniores está a crescer em todo o mundo. Este aumento ultrapassou mesmo todo o investimento global de retalho e industrial atingido no ano 2017, ao alcançar os 223 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 200 mil milhões de Euros.

Efetivamente, verificou-se nos últimos cinco anos, um expressivo aumento de 87% dos volumes globais de investimento em residências de estudantes. A consultora salienta o facto da maturidade dos mercados do Reino Unido e dos Estados Unidos, juntamente com a baixa oferta e a elevada procura por alojamento propositadamente construído para os estudantes universitários, apontar para as cidades do sul da Europa como as melhores opões, onde as ofertas de oportunidades são mais fortes para novos investimentos neste setor, no ano 2019.

Além de existir também, a necessidade global de alojamento multifamiliar, os segmentos de Co-living e Senior Living oferecem igualmente boas oportunidades, que por sinal são classes de ativos particularmente subinvestidas no Reino Unido.

Com base no seu relatório Global Living, a consultora imobiliária internacional revela que a oferta de alojamento para estudantes é mais elevada no Reino Unido, onde 27% de todos os estudantes podem ser acomodados, e mais baixa no sul da Europa. Na Itália por exemplo, sendo o quarto maior mercado estudantil da Europa, a taxa de oferta nacional é inferior a 5%.

De acordo com dados relativos a alojamento para estudantes, a Savills apurou que a oferta é mais baixa em Roma, com uma população estudantil de 220.500, mas apenas com 6.500 camas (3%), seguido pela cidade do Porto (3,5%), Florença (3,8%), Barcelona (4,9%) e Madrid (5,7%). Assim, estas cidades oferecem as melhores oportunidades imediatas para os investidores, uma vez que detêm fortes populações de estudantes internacionais. A Itália apresenta-se como um mercado atraente para investir, onde a oferta é reduzida e a qualidade do alojamento existente está ultrapassada.

Apesar da procura ser muito forte, o mercado italiano ainda não está totalmente testado, dado a natureza emergente das residências universitárias. O Diretor do Departamento de Mercado de Capitais da Europa da Savills, lembra ainda que nas cidades espanholas e nalgumas cidades portuguesas verifica-se uma procura elevada e um forte aumento no mercado de arrendamento, mas no entanto, registam também níveis extremamente baixos de oferta.

O responsável admite ainda que os investidores de Private Equity estão bastante atentos ao mercado ibérico, com Espanha a atingir nos últimos 12 meses, um volume recorde de investimentos no setor de alojamento para estudantes. Atualmente, o próprio mercado português já conta com a presença de investidores e promotores como a Temprano Capital Partners, MPC Capital Group, Milestone, TPG Real Estate, Round Hill Capital e The Student Hotel, e continua a receber a entrada de novos intervenientes no mercado.

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