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Investimento Chinês de 300 Milhões vai Construir Casas em Monsanto

A antiga Pedreira do Alvito, junto ao parque florestal de Monsanto, vai tornar-se num dos maiores projetos imobiliários de Lisboa, pela mão do Grupo chinês EMGI. Trata-se de um investimento de 300 milhões de Euros nos terrenos, que pertenceram ao BCP.

A Encosta da Tapada, junto ao estádio do Atlético Clube de Portugal, é a principal área de intervenção do Plano de Pormenor da Pedreira do Alvito, aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa em dezembro de 2015, cobrindo 21 hectares na freguesia de Alcântara. Desde o seu encerramento no século XX, os terrenos da Pedreira do Alvito têm sido ocupados ilegalmente, encontrando-se neste momento degradados.

O projeto imobiliário em questão prevê uma área total de construção de 120.000 m2, bem como a construção de cerca de 550 apartamentos, escritórios e ainda espaços comerciais. Do conjunto de apartamentos, 25% destinam-se ao Programa de Renda Acessível, enquanto que os restantes serão colocados no mercado de venda livre, visando sobretudo compradores Portugueses.

Trata-se de um importante projeto que irá contribuir para a revitalização do Vale de Alcântara, além de ter forte potencial para trazer mais de 1.000 novos residentes para a zona ocidental de Lisboa. Em termos concretos, o empreendimento para além de abranger 87.000 m2 de habitação, 22.000 m2 de escritórios e 11.000 m2 de retalho, contempla ainda 900 lugares de estacionamento, espaços verdes, uma escola, um lar de terceira idade e novos acessos ao Bairro de Alcântara.

Por conseguinte, o investimento do Grupo imobiliário chinês EMGI engloba o valor da compra do terreno, infraestruturas, projetos de arquitetura, obras de construção, bem como todos os outros custos associados ao processo de promoção. Assim, o Grupo tem apostado sobretudo em projetos de reabilitação residencial na capital, já com seis projetos em carteira: o condomínio de luxo República 55, o República 37, Palmela 21, Square 53 e Rodrigo da Fonseca 40.

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Porto Business Plaza: Antigo Shopping será convertido em Centro de Serviços e Comércio

Um novo projeto de serviços e comércio, irá ver a luz do dia em pleno centro do Porto, na zona do Bonfim, num investimento que ronda os 11 milhões de Euros. Uma empresa do Grupo SDC Investimentos é responsável pela reabilitação e reconversão do antigo Central Shopping, no futuro Porto Business Plaza. Este será comercializado pela Cushman & Wakefield em regime de exclusividade.

Inaugurado em 1996, o antigo centro comercial situado na zona da Baixa do Porto, encontra-se encerrado há mais de dez anos. As obras irão agora iniciar no terceiro trimestre deste ano, com duração aproximada de 1 ano.

A segunda fase do relançamento comercial deste complexo, já tinha arrancado em 2016 com a reabertura do terminal rodoviário, um parque de estacionamento com cerca de 300 lugares e com a ocupação de 12.000 m2 de escritórios pelo banco francês Natixis.

Porto Business Plaza ao pormenor

Localizado entre a Rua de Santos Pousada e o Campo 24 de Agosto, o renovado empreendimento irá disponibilizar uma área bruta locativa (ABL) total de 17.000 m2 repartidos por 2 pisos, maioritariamente em open space. Deste modo, a instalação de diversas empresas torna-se possível, ocupando grandes áreas de dimensão variável, até cerca de 6.800 m2 num único piso.

Os promotores salientam ainda a existência de 1.000 m2 para retalho. Como complemento, prevê-se uma intervenção nos antigos cinemas do mesmo centro comercial, que serão convertidos num espaço polivalente de 3.500 m2.

De acordo com a Cushman & Wakefield, o Porto Business Plaza vem resolver a falta de oferta no centro da cidade de grandes áreas de serviços. Além de atrair grandes entidades para o edifício, a construção de espaços verdes e a nova praça de restauração do empreendimento, irão revitalizar e trazer uma nova dinâmica a esta zona da cidade.

Enorme valorização da Baixa do Porto

O projeto integra igualmente uma intervenção paisagística na praceta adjacente ao Campo 24 de Agosto, da autoria do arquiteto Luís Alçada Baptista. Nela nascerão largos espaços verdes e uma zona de restauração e de lazer. A partir da renovada praceta, o acesso à Rua de Santos Pousada será facilitado através do edifício, melhorando significadamente a circulação dos peões na área.

A promotora mostra-se confiante e acredita que a renovação deste equipamento encerrado há longos anos, irá conduzir a uma importante valorização de todo o quarteirão. Apresenta-se assim, como um ponto de referência no processo de revitalização desta área da cidade, justificando o investimento realizado pelo grupo.

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Oeiras: Teixeira Duarte Aposta em Projeto Imobiliário com Chineses da CSCEC

A Teixeira Duarte anunciou recentemente, o desenvolvimento de um projecto imobiliário em Oeiras, em parceria com a China Construction Portugal, que pertence à CSCEC – China State Construction Engineering Corporation. integrado num grande espaço verde, o empreendimento integra diversos edifícios de escritórios, habitação e comércio, com potencial para se tornar um modelo de referência no campo da inovação
e da sustentabilidade.

Pedro Teixeira Duarte, líder da empresa portuguesa esclarece que o acordo consiste na venda de 50% de uma participada do Grupo, detentora dos terrenos onde será construído o projeto, pelo montante de 31,1 milhões de Euros. Desta forma estima-se um impacto em 22,2 milhões de Euros nos resultados da Teixeira Duarte, com a alienação de ações à China Construction Portugal. Assim, os Chineses continuam a aumentar a sua presença em Portugal.

Após o referido anúncio da Teixeira Duarte, as ações dispararam 6,49% no próprio dia e na abertura da sessão do dia seguinte voltaram a disparar 5,28% para 12,95 cêntimos, o que corresponde ao nível mais elevado desde 15 de Maio. No fecho da sessão, no entanto, as acções desvalorizavam 5,86%.

Quase a cumprir o seu centenário, a Teixeira Duarte atua em Portugal desde 1921, movendo-se no sector imobiliário há mais de 40 anos, ao construir projetos de grande escala, em diversos segmentos do mercado e em diferentes países. Quanto ao seu parceiro neste projeto em concreto, o Grupo CSCEC é considerado um dos maiores conglomerados de investimento e construção a nível mundial, tendo a classificação de nº21 no ranking “Fortune Global 500”.

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Investimento Em Ativos Alternativos Cada Vez Mais Rentável À Nível Mundial

As residências para estudantes e para seniores estão a transformar-se em produtos de eleição no mundo inteiro. Portugal começa a seguir a tendência.

Segundo a conclusão de um estudo da Consultora Savills, o investimento em alternativas residenciais tais como, residências universitárias e seniores está a crescer em todo o mundo. Este aumento ultrapassou mesmo todo o investimento global de retalho e industrial atingido no ano 2017, ao alcançar os 223 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 200 mil milhões de Euros.

Efetivamente, verificou-se nos últimos cinco anos, um expressivo aumento de 87% dos volumes globais de investimento em residências de estudantes. A consultora salienta o facto da maturidade dos mercados do Reino Unido e dos Estados Unidos, juntamente com a baixa oferta e a elevada procura por alojamento propositadamente construído para os estudantes universitários, apontar para as cidades do sul da Europa como as melhores opões, onde as ofertas de oportunidades são mais fortes para novos investimentos neste setor, no ano 2019.

Além de existir também, a necessidade global de alojamento multifamiliar, os segmentos de Co-living e Senior Living oferecem igualmente boas oportunidades, que por sinal são classes de ativos particularmente subinvestidas no Reino Unido.

Com base no seu relatório Global Living, a consultora imobiliária internacional revela que a oferta de alojamento para estudantes é mais elevada no Reino Unido, onde 27% de todos os estudantes podem ser acomodados, e mais baixa no sul da Europa. Na Itália por exemplo, sendo o quarto maior mercado estudantil da Europa, a taxa de oferta nacional é inferior a 5%.

De acordo com dados relativos a alojamento para estudantes, a Savills apurou que a oferta é mais baixa em Roma, com uma população estudantil de 220.500, mas apenas com 6.500 camas (3%), seguido pela cidade do Porto (3,5%), Florença (3,8%), Barcelona (4,9%) e Madrid (5,7%). Assim, estas cidades oferecem as melhores oportunidades imediatas para os investidores, uma vez que detêm fortes populações de estudantes internacionais. A Itália apresenta-se como um mercado atraente para investir, onde a oferta é reduzida e a qualidade do alojamento existente está ultrapassada.

Apesar da procura ser muito forte, o mercado italiano ainda não está totalmente testado, dado a natureza emergente das residências universitárias. O Diretor do Departamento de Mercado de Capitais da Europa da Savills, lembra ainda que nas cidades espanholas e nalgumas cidades portuguesas verifica-se uma procura elevada e um forte aumento no mercado de arrendamento, mas no entanto, registam também níveis extremamente baixos de oferta.

O responsável admite ainda que os investidores de Private Equity estão bastante atentos ao mercado ibérico, com Espanha a atingir nos últimos 12 meses, um volume recorde de investimentos no setor de alojamento para estudantes. Atualmente, o próprio mercado português já conta com a presença de investidores e promotores como a Temprano Capital Partners, MPC Capital Group, Milestone, TPG Real Estate, Round Hill Capital e The Student Hotel, e continua a receber a entrada de novos intervenientes no mercado.

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