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Mercado Residencial do Porto Ganha mais de 200 Novas Casas por Mês

O Porto tem ganho estatuto e tem sido apontado como uma boa referência no mercado, para quem deseja investir no imobiliário. A nova oferta é marcada pelas tipologias mais pequenas

O Porto registou a entrada de 5.666 fogos em processo de licenciamento, só nos últimos dois anos, volume esse distribuído por 830 projetos residenciais. Contas feitas, resulta numa média de 236 novas casas a entrarem no mercado residencial todos os meses. Esta constante oferta vem reforçar a posição do Porto, como o segundo concelho com o maior pipeline residencial de Portugal. Sem surpresas, é Lisboa que lidera nesses mesmos últimos dois anos, com uma carteira de 7.517 unidades num total de 876 projetos.

Os dados verificados são provenientes de um sistema estatístico do Pipeline Imobiliário, que se baseia nos pré-certificados energéticos emitidos na fase de projeto pela ADENE. Estes integram obrigatoriamente os processos de licenciamento municipal de obras, excepto de obras menos profundas de reabilitação ou de obras em edifícios classificados. Assim, esta base de dados abrange a totalidade do universo de novas obras em lançamento e de reabilitação.

Reabilitação mantém plena atividade

Efetivamente, a reabilitação é o tipo de obra que predomina na habitação em pipeline no Porto, ao concentrar em 2017 e 2018, dois terços dos projetos contabilizados, ou seja, 550 projetos, e cerca de metade dos fogos: 2887 unidades. Deste modo, a construção nova origina 2.779 fogos distribuídos por 280 projetos. 

A nível de tipologias, as habitações de pequena dimensão dominam no pipeline em desenvolvimento do concelho. Os T0 e T1 concentra 62% das unidades nos últimos dois anos, com especial relevância na zona da Baixa e Centro Histórico, ao concentrar quase metade (42%) de toda a carteira do concelho.

É precisamente na Baixa que os T0 e T1 representam três quartos de todos as casas que entraram em processo de licenciamento, nos últimos dois. Dado que se trata da zona com maior propensão turística, o investimento residencial tem se inclinado para as tipologias que respondem mais eficazmente à utilização de curta-duração, ou seja, as de menor dimensão.

Para concluir e em termos geográficos, o Centro Histórico manteve-se como o primeiro destino de investimento em habitação no Porto: 42% dos fogos contabilizados. Seguem-se Paranhos, Bonfim e Marginal, com quotas de 10% a 14%; e Ramalde, Foz e Campanhã com quotas de 5% a 7% nos fogos em desenvolvimento.

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