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Lisboa: Quarteirão Histórico na Baixa vai Receber Novo Hotel de 4 Estrelas

A cadeia israelita Fattal Hotel Group comprou o antigo Convento Corpus Christi na Baixa de Lisboa, com intenção de convertê-lo num Hotel de Luxo com 130 quartos.

A Optylon Krea, uma sociedade turca dedicada ao desenvolvimento de projectos imobiliários e à gestão de investimentos, detinha até a data o antigo Convento Corpus Christi. O grupo israelita Fattal Hotel Group, fundado em 1998 e cotado na bolsa de Telavive, adquiriu recentemente o edifício, desconhecendo-se o valor da transação, mas destaca-se a entrada da marca em Lisboa.

Assim, e como tem sido bastante recorrente, a Baixa de Lisboa, o coração da capital vai ganhar mais um hotel num edifício histórico e emblemático. O antigo Convento vai ser transformado muito brevemente num hotel de categoria superior a 4 Estrelas, sob a marca Leonardo Royal Hotels. A futura unidade hoteleira terá um total de 130 quartos e ficará delimitado pela Rua dos Fanqueiros, Rua dos Douradores, Rua da Vitória e Rua de São Nicolau.

A história do antigo edifício remonta ao séc. XVII, mas foi sujeito a uma reconstrução após o Terramoto de 1755. Com este novo projeto será submetido a uma total renovação, preservando ao mesmo tempo a fachada original. O grupo israelita adianta que o novo hotel irá conjugar a tradição no seu exterior com a modernidade de design no seu interior, compartilhando assim, as mesmas características dos restantes hotéis da rede que operam neste momento.

Com este hotel na Baixa, o grupo aumenta o número dos seus estabelecimentos na Península Ibérica para dez. O Diretor-geral da marca para Espanha e Portugal, Shay Raz revelou que a empresa estava já há algum tempo em busca de uma localização atraente na capital portuguesa. Acrescenta ainda que a empresa continua ativamente a procura de novos projetos no nosso país, tanto a nível de compra de Ativos como a nível das modalidades de aluguer ou gestão.

O Diretor-geral da Leonardo Hotels na Europa e Reino Unido, Daniel Roger explica que, Lisboa era quase a última capital europeia onde o grupo não tinha presença, após a abertura de hotéis em Londres, Amesterdão e Roma nos últimos 18 meses. As previsões a médio prazo da Leonardo Hotels, apontam para a abertura de 20 novos hotéis na Europa até 2022.

A cadeia israelita conta já com mais de 200 hotéis em 18 países, num total de 180 unidades em diferentes países europeus. A Alemanha contabiliza 60 unidades em 20 cidades, enquanto que no Reino Unido o grupo opera mais de 50 hotéis, sob diversas marcas.

Shay Raz salienta a singularidade do hotel, com as dimensões perfeitas para a acomodar viajantes independentes e grupos. Além disso, a localização é claramente imbatível, e promete oferecer aos hóspedes uma experiência única, numa cidade tão atraente para o turismo internacional como é Lisboa. 

O gestor refere ainda que este projeto em Lisboa é muito excitante, pois trata-se de uma cidade com enormes potencialidades para a marca, e onde já existia há muito tempo uma enorme vontade de encontrar uma localização atraente para os seus clientes. Para finalizar, sublinha o facto de esta abertura ser uma estreia absoluta em território nacional.

 

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Mercado Residencial do Porto Ganha mais de 200 Novas Casas por Mês

O Porto tem ganho estatuto e tem sido apontado como uma boa referência no mercado, para quem deseja investir no imobiliário. A nova oferta é marcada pelas tipologias mais pequenas

O Porto registou a entrada de 5.666 fogos em processo de licenciamento, só nos últimos dois anos, volume esse distribuído por 830 projetos residenciais. Contas feitas, resulta numa média de 236 novas casas a entrarem no mercado residencial todos os meses. Esta constante oferta vem reforçar a posição do Porto, como o segundo concelho com o maior pipeline residencial de Portugal. Sem surpresas, é Lisboa que lidera nesses mesmos últimos dois anos, com uma carteira de 7.517 unidades num total de 876 projetos.

Os dados verificados são provenientes de um sistema estatístico do Pipeline Imobiliário, que se baseia nos pré-certificados energéticos emitidos na fase de projeto pela ADENE. Estes integram obrigatoriamente os processos de licenciamento municipal de obras, excepto de obras menos profundas de reabilitação ou de obras em edifícios classificados. Assim, esta base de dados abrange a totalidade do universo de novas obras em lançamento e de reabilitação.

Reabilitação mantém plena atividade

Efetivamente, a reabilitação é o tipo de obra que predomina na habitação em pipeline no Porto, ao concentrar em 2017 e 2018, dois terços dos projetos contabilizados, ou seja, 550 projetos, e cerca de metade dos fogos: 2887 unidades. Deste modo, a construção nova origina 2.779 fogos distribuídos por 280 projetos. 

A nível de tipologias, as habitações de pequena dimensão dominam no pipeline em desenvolvimento do concelho. Os T0 e T1 concentra 62% das unidades nos últimos dois anos, com especial relevância na zona da Baixa e Centro Histórico, ao concentrar quase metade (42%) de toda a carteira do concelho.

É precisamente na Baixa que os T0 e T1 representam três quartos de todos as casas que entraram em processo de licenciamento, nos últimos dois. Dado que se trata da zona com maior propensão turística, o investimento residencial tem se inclinado para as tipologias que respondem mais eficazmente à utilização de curta-duração, ou seja, as de menor dimensão.

Para concluir e em termos geográficos, o Centro Histórico manteve-se como o primeiro destino de investimento em habitação no Porto: 42% dos fogos contabilizados. Seguem-se Paranhos, Bonfim e Marginal, com quotas de 10% a 14%; e Ramalde, Foz e Campanhã com quotas de 5% a 7% nos fogos em desenvolvimento.

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